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Resumo da matéria - Recursos maritimos - 10º Ano

por Mäyjo, em 27.05.09

No seguimento do post com o resumo da matéria dos Recursos Hídricos deixo agora a continuação com o resumo dos Recursos Marítimos.

 

Tudo foi encontrado aqui.

 

 

Recursos Marítimos
 
Morfologia submarina
-      Plataforma continental – vai até cerca de 200 metros de profundidade. Constitui a área morfológica do oceano que mais influência recebe das áreas emersas (detritos minerais e orgânicos são continuamente ‘vertidos’ nela, originando uma significativa cobertura sedimentar);
-      Talude continental, área de forte declive e que efectua a transição entre a plataforma continental e as áreas mais profundas e extensas;
-      Zonas abissais;
-      Montanhas submarinas
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fig 1 O fundo marinho
 
 
 
 
 
 
AS POTENCIALIDADES DO LITORAL
 
Linha de Costa é a linha de contacto entre a terra e o mar, ao nível atingido pela maré mais alta, em período de calma atmosférica.
 
As paisagens litorais são dinâmicas e estão em constante alteração, devido:
 
- aos movimentos tectónicos e às variações climáticas, que se reflectem nas oscilações do nível do mar:
Em Portugal encontramos áreas litorais emersas, em resultadoda regressão marinha ( recuo das águas do mar ) – formou-se a chamada Costa de emersão.
 
 - a influência das águas oceânicas
O mar exerce uma acção modeladora na linha de costa, através de processos de desgaste (abrasão marinha), transporte e acumulação.
A abrasão marinha é resultante, fundamentalmente, da acção das ondas e marés, enquanto que o transporte e a acumulação/sedimentação.
 – O movimento contínuo da água sobre o litoral, bem como o material rochoso que o mar transporta e a compressão do ar nas fendas das rochas no momento da rebentação, vai provocando um desgaste mais ou menos acelerado da costa. Esta acção pode ser favorecida pelas correntes marítimas, pela quantidade de materiais transportados pelas ondas, pela velocidade, direcção dos ventos, dureza, coesão e estratificação das rochas.
 
Praia da Ursa Sintra
 
O Homem interfere na erosão costeira. A extracção de areias, a construção de barragens nos principais rios dada a diminuição de sedimentos que atingem o litoral, a construção de esporões, a urbanização crescente no litoral, a destruição dos sistemas dunares têm efeitos prejudiciais sobre o litoral e acentuam a erosão marinha.
 
A linha de costa de Portugal continental apresenta um traçado quase rectilíneo, pouco recortado, ou seja, com poucas reentrâncias e saliências.
O litoral português é dominado fundamentalmente por dois tipos de costa:
- Costa de arriba – é uma costa talhada em afloramentos rochosos de elevado grau de dureza. Pode ser alta, rochosa e escarpada ou igualmente rochosa mas ais baixa. Pode ser acompanhada por pequenas extensões de areia , muitas vezes só visíveis na maré baixa.
- Costa de praia – costa baixa e arenosa, frequentemente associada a sistemas dunares.
    
Fig.2 - Costa de arriba: Cabo S. Vicente        Fig. 3 Costa de Praia : Torreira
 

As Arribas em Portugal
“No Norte do país, no Minho e Douro Litoral, as arribas fósseis são talhadas em rochas granitoides do Maçiço Antigo, são altas e recuadas da linha de costa. Porém localmente esse mesmo rebordo alto e escarpado aproxima-se do mar e é batido por ele , funcionando como arriba viva. É o caso do promontório de Montedor a Sul de Afife, um dos pontos importantes da costa portuguesa, porque o seu farol é um dos centros de circunferência que, com 200 milhas de raio, limita a Zona Económica Exclusiva (ZEE). A partir dai para sul até Espinho as arribas são baixas até 5-6m de altura..
Para sul no Litoral Centro, as arribas aparecem para sul do cabo Mondego. Os cabos Mondego, Carvoeiro, Roca, Raso e Espichel são talhados em calcários duros. A Costa Vicentina (Cabo de Sines ao Cabo de S. Vicente) está talhada em rochas duras do Maciço Antigo.
A costa do Barlavento Algarvio (Cabo de S. Vicente à Quarteira) é talhada em calcários.
Na costa do Sotavento Algarvio ( Quarteira a Vila Real de Sto António as arribas recuadas , quase todas talhadas em rochas arenosas e areniticas, são, formas mortas e/ ou fossilizadas frente às quais se desenvolveram ilhotas e cordões arenosos do sistema lagunar da “ria” Formosa.
 
Praias e sistema dunares em Portugal
Cerca de 645 Km da costa continental portuguesa é constituída por praias, estreitas e rectilíneas ou em forma de enseada ( arco) ora encostadas a arribas, a cordões litorais e/ ou sistemas dunares ou ainda a paredões. 
As arribas são formas frequentes em toda a costa continental, vivas, mortas ou fósseis.

Como a acção erosiva do mar se dá essencialmente na base das arribas, a parte superior deixa de ter apoio e cai desencadeando o recuo progressivo da arriba.
A repetição continua deste processo forma uma superfície levemente inclinada para o mar denominada de plataforma de abrasão. A plataforma de abrasão fica progressivamente mais larga, devido ao recuo das arribas, por isso as ondas e as marés atingem a base com menos intensidade, sendo predominante a acção de acumulação. A partir de certa altura, o mar já não atinge a arriba e dá origem à arriba morta. Com o passar do tempo há a “colonização” pela vegetação passando a arriba fóssil.
 
 
 
 
 
Fig. 4 - Arriba Fóssil Costa da Caparica
Fig. 5 Evolução de uma arriba                                               Fig. 6 - Acção de desgaste do mar
 
Acção do mar sobre a linha de costa
 
Abrasão marinha – os materiais, como areias e fragmentos rochosos, transportados pela força dos movimentos das ondas exercem uma intensa acção erosiva.
 
Recuo da arriba
O progressivo recuo da arriba leva ao alargamento da plataforma de abrasão, que, associado à sua inclinação, faz com que as ondas atinjam a base da arriba com menor intensidade e com menor capacidade erosiva assim, a certa altura, o mar deixa de conseguir atingir a arriba surgindo arriba fóssil ou morta.
 
Costa de emersão – surge no norte litoral de Portugal dado que a área do litoral que imergiu devido ao recuo das águas do mar dando origem a pequenas reentrâncias e algumas praias. A costa apesar de ser constituída por rochas duras a linha de contacto com o mar apresenta-se predominantemente baixa.
 
Cabos e localização dos principais portos
Ao longo da costa portuguesa encontram-se alguns cabos, que constituem saliências talhadas em informações rochosas de maior resistência geralmente em áreas de costa alta e rochosa. Tal como os estuários, os cabos constituem protecções naturais que permitem a instalação de portos marítimos, abrigando-os dos ventos que sopram de oeste e de noroeste e protegendo-os das correntes marítimas superficiais de sentido norte/sul. Assim os portos portugueses localizam-se geralmente no flanco sol dos cabos.
Apesar da extensa costa portuguesa, não existem em Portugal boas condições naturais para a instalação de portos marítimos dado que a costa é pouco recortada e pouco abrigada dos ventos e muito batida pelas ondas. Por isso, originou a construção de portos artificiais, como o de Leixões, Viana do Castelo …
 
Principais acidentes de costa
 
Existem ao longo da costa alguns acidentes associados a reentrâncias e saliências.
Fig. 7 Os principais acidentes de costa
 
Os processos fluviais
Os rios debitam no mar grandes quantidades de água mas também detritos minerais e orgânicos diversos. Em rios suficientemente caudalosos e quando a força das marés não é significativo, estes materiais depositam-se no fundo da plataforma continental; em situações de menor força do rio a deposição dá-se na secção terminal do mesmo, originando o assoreamento progressivo que conduz, com frequência, à subdivisão do curso de água em vários braços – há condições para a formação de um delta; em situações intermédias, pode o rio fazer os detritos ao mar mas as ondas e as correntes promovem a fixação destes junto á costa.
 
Transgressão – subida do nível do mar, que se traduz num avanço da linha de costa sobre o continente. (opõe-se ao termo:)
Regressão – (descida do nível do mar, com o consequente recuo deste). A designação “ria” aplica-se a costas de submersão, em que o mar ocupa actualmente espaços que outrora eram vales fluviais.
 
Haff- delta de Aveiro
 
Delta – forma de desembocadura de um rio em que a carga de depósitos é significativa, ultrapassando a da remoção provocada pelas ondas e marés. Estes depósitos acumulam-se, assim, junto á foz, levando frequentemente o rio a subdividir-se em vários braços.
 
A “ria“de Aveiro resultou da regressão marinha e do assoreamento conjugado do rio Vouga e do mar numa antiga reentrância do litoral - golfo.
Os sedimentos arrancados do litoral rochoso a Norte, foram arrastados pela corrente marítima (Deriva Norte-Sul) dando origem a um cordão arenoso. À medida que este cordão se ia estendendo, foi-se construindo um outro, agora de Sul para Norte. À medida que estes cordões avançaram isolaram as águas marinhas, formando uma laguna onde o rio Vouga e alguns afluentes passaram a desaguar e depositar os aluviões dando origem a pequenas ilhotas arenosas.
O assoreamento (acumulação de sedimentos) acabou por aproximar os dois cordões, fazendo-se actualmente a comunicação entre a água da laguna e do oceano por uma barra artificial que o Homem tem constantemente de desassorear.
 
Fig. 8 Halff-delta de Aveiro
 
Concha de São Martinho
A concha de São Martinho é uma pequena baia que resultou da acumulação de sedimentos num antigo golfo cujas dimensões foram sendo reduzidas.
 
 
 
 
 
 
 
 
Fig. 9 Concha de S. Martinho
 
Tômbolo
 
Tômbolo de Peniche é um istmo que formou devido á acumulação de sedimentos arenosos transportados pelas correntes marítimas. Este uniu a pequena ilha ao continente.
 
Fig. 10 Tômbolo de Peniche
 
Estuários do Tejo e Sado
 
Os estuários são áreas da foz dos rios que desaguam directamente no mar e onde é importante a influência das correntes e das marés, (havendo assim uma mistura de água doce com água salgada).
 
Os estuários do Tejo e do Sado são de grandes dimensões e assumem uma grande importância no contexto nacional. A parte montante do estuário apresenta vários canais e ilhas; a jusante o estuário alarga e é rodeado de sapais, onde se situa a Reserva Natural. As suas dimensões favorecem a variedade e diversidade da fauna e da flora, apresentando condições particulares para a desova e crescimento de espécies de peixe e mariscos, habitat de aves aquáticas e outra fauna selvagem. Em termos económicos, os estuários permitem o desenvolvimento de instalações portuárias essenciais ao desenvolvimento do sector das pescas e dos transportes.
 
       
 
Fig 11 Estuário do Tejo
Lido de Faro
O Lido de Faro localizado no Sotavento Algarvio, resultou da acumulação de sedimentos que foram arrastados por uma corrente de sentido W-E, originando um conjunto de restingas e ilhotas separadas por braços de mar.
A Costa de Faro tem uma configuração diferente da Costa de Aveiro, mas em ambas as regiões foram favorecidas por factores como as reentrâncias costeiras, as correntes marítimas, as águas pouco profundas e uma costa alta, próxima. A costa de arriba tacada pela erosão forneceu grandes quantidades de detritos que as correntes e os ventos as marés foram transportando e depositaram nas águas baixas e abrigadas.
 
Fig 12 Lido de Faro
 
Plataforma Continental
 
Plataformas Continentais são superfícies pouco inclinadas que prolongam o continente sob o oceano e cuja profundidade não ultrapassa os 200 metros.
A extensão da plataforma varia entre alguns quilómetros e mais de mil e fornece cerca de 70% do total das pescas marinhas mundiais.
As plataformas continentais são, no oceano, as áreas mais sujeitas à exploração, o que faz com que devam ser bem conhecidas e bem geridas.
 
A Plataforma continental Portuguesa só em alguns locais ultrapassa os 70 Km de extensão: para Norte da Nazaré apresenta-se quase sempre paralela à linha de costa e com uma extensão variável entre os 35 Km na foz do rio Minho e mais de 60 Km no cabo Mondego; entre a Nazaré e o rio Sado forma um promontório limitado a Norte pelo canhão da Nazaré e a Sul pelos canhões do Tejo e do Sado atingindo neste promontório a extensão máxima de cerca de 70 Km.
 
Ao longo das costas do Alentejo e do Algarve a plataforma apresenta um paralelismo com a linha de costa , estreitando para cerca de 20 Km e atingindo apenas 8 Km ao largo de Santa Maria.
A plataforma continental é relativamente estreita ao longo do litoral de Portugal Continental e é quase inexistente nas Regiões Autónomas devido á origem vulcânica.
 
A grande riqueza piscatória das plataformas continentais resulta:
  • da pouca profundidade das águas, permitindo uma melhor penetração da luz, indispensável ao desenvolvimento do fitoplâncton ,
  • da grande agitação das águas, o que as torna ricas em oxigénio;
  • da afluência das águas dos continentes sobretudo dos rios, as quais transportam grandes quantidades de matéria orgânica e inorgânica;
  • da menor salinidade , devido à agitação das águas e de receberem águas continentais.
 
Correntes Marítimas
 
As correntes marítimas deslocam grandes quantidades de energia que influenciam os litorais dos continentes, quanto à precipitação, à temperação e até à quantidade de pescado.
As grandes correntes apresentam várias ramificações, quentes ou frias, conforme a latitude a que se formam.
A costa portuguesa é influenciada por uma ramificação da corrente do Golfo (deriva Norte-Sul) – corrente portuguesa.
A sudoeste do território encontramos a corrente fria das Canárias que favorece a existência de pescado.
 
·     O upwelling é o fenómeno que resulta do facto dos ventos (nortada – vento marítimo frequente na costa ocidental portuguesa que sopra do quadrante norte, especialmente no Verão) afastam as águas costeiras para o largo originando correntes ascendentes de compensação, substituindo as que foram afastadas pelo vento, que trazem águas profundas mais frias e agitadas. Este fenómeno faz também ascender à superfície grandes quantidades de nutrientes atraindo assim os cardumes.
 
 

Potencialidades do litoral
Linha de costa
Plataforma continental
Correntes marítimas
-      Costa de arriba
-      Costa de praia
-      Acção do mar sobre a linha de costa
-      Recuo das arribas
-      Acidentes do litoral
Maior quantidade e diversidade da fauna marinha
Em Portugal
Relativamente estreito no Continente
Quase inexistente nas Regiões Antónomas
Condições favoráveis à existência de pescado
Em Portugal
Correntes de Portugal
Fenómeno de upwelling de Verão
Corrente fria das canárias
Influencia a actividade piscatória
Influência na localização dos principais portos marítimos

Recursos Marítimos
 
Morfologia submarina
-      Plataforma continental – vai até cerca de 200 metros de profundidade. Constitui a área morfológica do oceano que mais influência recebe das áreas emersas (detritos minerais e orgânicos são continuamente ‘vertidos’ nela, originando uma significativa cobertura sedimentar);
-      Talude continental, área de forte declive e que efectua a transição entre a plataforma continental e as áreas mais profundas e extensas;
-      Zonas abissais;
-      Montanhas submarinas
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fig 1 O fundo marinho
 
 
 
 
 
 
AS POTENCIALIDADES DO LITORAL
 
Linha de Costa é a linha de contacto entre a terra e o mar, ao nível atingido pela maré mais alta, em período de calma atmosférica.
 
As paisagens litorais são dinâmicas e estão em constante alteração, devido:
 
- aos movimentos tectónicos e às variações climáticas, que se reflectem nas oscilações do nível do mar:
Em Portugal encontramos áreas litorais emersas, em resultadoda regressão marinha ( recuo das águas do mar ) – formou-se a chamada Costa de emersão.
 
 - a influência das águas oceânicas
O mar exerce uma acção modeladora na linha de costa, através de processos de desgaste (abrasão marinha), transporte e acumulação.
A abrasão marinha é resultante, fundamentalmente, da acção das ondas e marés, enquanto que o transporte e a acumulação/sedimentação.
 – O movimento contínuo da água sobre o litoral, bem como o material rochoso que o mar transporta e a compressão do ar nas fendas das rochas no momento da rebentação, vai provocando um desgaste mais ou menos acelerado da costa. Esta acção pode ser favorecida pelas correntes marítimas, pela quantidade de materiais transportados pelas ondas, pela velocidade, direcção dos ventos, dureza, coesão e estratificação das rochas.
 
Praia da Ursa Sintra
 
O Homem interfere na erosão costeira. A extracção de areias, a construção de barragens nos principais rios dada a diminuição de sedimentos que atingem o litoral, a construção de esporões, a urbanização crescente no litoral, a destruição dos sistemas dunares têm efeitos prejudiciais sobre o litoral e acentuam a erosão marinha.
 
A linha de costa de Portugal continental apresenta um traçado quase rectilíneo, pouco recortado, ou seja, com poucas reentrâncias e saliências.
O litoral português é dominado fundamentalmente por dois tipos de costa:
- Costa de arriba – é uma costa talhada em afloramentos rochosos de elevado grau de dureza. Pode ser alta, rochosa e escarpada ou igualmente rochosa mas ais baixa. Pode ser acompanhada por pequenas extensões de areia , muitas vezes só visíveis na maré baixa.
- Costa de praia – costa baixa e arenosa, frequentemente associada a sistemas dunares.
    
Fig.2 - Costa de arriba: Cabo S. Vicente        Fig. 3 Costa de Praia : Torreira
 

As Arribas em Portugal
“No Norte do país, no Minho e Douro Litoral, as arribas fósseis são talhadas em rochas granitoides do Maçiço Antigo, são altas e recuadas da linha de costa. Porém localmente esse mesmo rebordo alto e escarpado aproxima-se do mar e é batido por ele , funcionando como arriba viva. É o caso do promontório de Montedor a Sul de Afife, um dos pontos importantes da costa portuguesa, porque o seu farol é um dos centros de circunferência que, com 200 milhas de raio, limita a Zona Económica Exclusiva (ZEE). A partir dai para sul até Espinho as arribas são baixas até 5-6m de altura..
Para sul no Litoral Centro, as arribas aparecem para sul do cabo Mondego. Os cabos Mondego, Carvoeiro, Roca, Raso e Espichel são talhados em calcários duros. A Costa Vicentina (Cabo de Sines ao Cabo de S. Vicente) está talhada em rochas duras do Maciço Antigo.
A costa do Barlavento Algarvio (Cabo de S. Vicente à Quarteira) é talhada em calcários.
Na costa do Sotavento Algarvio ( Quarteira a Vila Real de Sto António as arribas recuadas , quase todas talhadas em rochas arenosas e areniticas, são, formas mortas e/ ou fossilizadas frente às quais se desenvolveram ilhotas e cordões arenosos do sistema lagunar da “ria” Formosa.
 
Praias e sistema dunares em Portugal
Cerca de 645 Km da costa continental portuguesa é constituída por praias, estreitas e rectilíneas ou em forma de enseada ( arco) ora encostadas a arribas, a cordões litorais e/ ou sistemas dunares ou ainda a paredões. 
As arribas são formas frequentes em toda a costa continental, vivas, mortas ou fósseis.

Como a acção erosiva do mar se dá essencialmente na base das arribas, a parte superior deixa de ter apoio e cai desencadeando o recuo progressivo da arriba.
A repetição continua deste processo forma uma superfície levemente inclinada para o mar denominada de plataforma de abrasão. A plataforma de abrasão fica progressivamente mais larga, devido ao recuo das arribas, por isso as ondas e as marés atingem a base com menos intensidade, sendo predominante a acção de acumulação. A partir de certa altura, o mar já não atinge a arriba e dá origem à arriba morta. Com o passar do tempo há a “colonização” pela vegetação passando a arriba fóssil.
 
 
 
 
 
Fig. 4 - Arriba Fóssil Costa da Caparica
Fig. 5 Evolução de uma arriba                                               Fig. 6 - Acção de desgaste do mar
 
Acção do mar sobre a linha de costa
 
Abrasão marinha – os materiais, como areias e fragmentos rochosos, transportados pela força dos movimentos das ondas exercem uma intensa acção erosiva.
 
Recuo da arriba
O progressivo recuo da arriba leva ao alargamento da plataforma de abrasão, que, associado à sua inclinação, faz com que as ondas atinjam a base da arriba com menor intensidade e com menor capacidade erosiva assim, a certa altura, o mar deixa de conseguir atingir a arriba surgindo arriba fóssil ou morta.
 
Costa de emersão – surge no norte litoral de Portugal dado que a área do litoral que imergiu devido ao recuo das águas do mar dando origem a pequenas reentrâncias e algumas praias. A costa apesar de ser constituída por rochas duras a linha de contacto com o mar apresenta-se predominantemente baixa.
 
Cabos e localização dos principais portos
Ao longo da costa portuguesa encontram-se alguns cabos, que constituem saliências talhadas em informações rochosas de maior resistência geralmente em áreas de costa alta e rochosa. Tal como os estuários, os cabos constituem protecções naturais que permitem a instalação de portos marítimos, abrigando-os dos ventos que sopram de oeste e de noroeste e protegendo-os das correntes marítimas superficiais de sentido norte/sul. Assim os portos portugueses localizam-se geralmente no flanco sol dos cabos.
Apesar da extensa costa portuguesa, não existem em Portugal boas condições naturais para a instalação de portos marítimos dado que a costa é pouco recortada e pouco abrigada dos ventos e muito batida pelas ondas. Por isso, originou a construção de portos artificiais, como o de Leixões, Viana do Castelo …
 
Principais acidentes de costa
 
Existem ao longo da costa alguns acidentes associados a reentrâncias e saliências.
Fig. 7 Os principais acidentes de costa
 
Os processos fluviais
Os rios debitam no mar grandes quantidades de água mas também detritos minerais e orgânicos diversos. Em rios suficientemente caudalosos e quando a força das marés não é significativo, estes materiais depositam-se no fundo da plataforma continental; em situações de menor força do rio a deposição dá-se na secção terminal do mesmo, originando o assoreamento progressivo que conduz, com frequência, à subdivisão do curso de água em vários braços – há condições para a formação de um delta; em situações intermédias, pode o rio fazer os detritos ao mar mas as ondas e as correntes promovem a fixação destes junto á costa.
 
Transgressão – subida do nível do mar, que se traduz num avanço da linha de costa sobre o continente. (opõe-se ao termo:)
Regressão – (descida do nível do mar, com o consequente recuo deste). A designação “ria” aplica-se a costas de submersão, em que o mar ocupa actualmente espaços que outrora eram vales fluviais.
 
Haff- delta de Aveiro
 
Delta – forma de desembocadura de um rio em que a carga de depósitos é significativa, ultrapassando a da remoção provocada pelas ondas e marés. Estes depósitos acumulam-se, assim, junto á foz, levando frequentemente o rio a subdividir-se em vários braços.
 
A “ria“de Aveiro resultou da regressão marinha e do assoreamento conjugado do rio Vouga e do mar numa antiga reentrância do litoral - golfo.
Os sedimentos arrancados do litoral rochoso a Norte, foram arrastados pela corrente marítima (Deriva Norte-Sul) dando origem a um cordão arenoso. À medida que este cordão se ia estendendo, foi-se construindo um outro, agora de Sul para Norte. À medida que estes cordões avançaram isolaram as águas marinhas, formando uma laguna onde o rio Vouga e alguns afluentes passaram a desaguar e depositar os aluviões dando origem a pequenas ilhotas arenosas.
O assoreamento (acumulação de sedimentos) acabou por aproximar os dois cordões, fazendo-se actualmente a comunicação entre a água da laguna e do oceano por uma barra artificial que o Homem tem constantemente de desassorear.
 
Fig. 8 Halff-delta de Aveiro
 
Concha de São Martinho
A concha de São Martinho é uma pequena baia que resultou da acumulação de sedimentos num antigo golfo cujas dimensões foram sendo reduzidas.
 
 
 
 
 
 
 
 
Fig. 9 Concha de S. Martinho
 
Tômbolo
 
Tômbolo de Peniche é um istmo que formou devido á acumulação de sedimentos arenosos transportados pelas correntes marítimas. Este uniu a pequena ilha ao continente.
 
Fig. 10 Tômbolo de Peniche
 
Estuários do Tejo e Sado
 
Os estuários são áreas da foz dos rios que desaguam directamente no mar e onde é importante a influência das correntes e das marés, (havendo assim uma mistura de água doce com água salgada).
 
Os estuários do Tejo e do Sado são de grandes dimensões e assumem uma grande importância no contexto nacional. A parte montante do estuário apresenta vários canais e ilhas; a jusante o estuário alarga e é rodeado de sapais, onde se situa a Reserva Natural. As suas dimensões favorecem a variedade e diversidade da fauna e da flora, apresentando condições particulares para a desova e crescimento de espécies de peixe e mariscos, habitat de aves aquáticas e outra fauna selvagem. Em termos económicos, os estuários permitem o desenvolvimento de instalações portuárias essenciais ao desenvolvimento do sector das pescas e dos transportes.
 
       
 
Fig 11 Estuário do Tejo
Lido de Faro
O Lido de Faro localizado no Sotavento Algarvio, resultou da acumulação de sedimentos que foram arrastados por uma corrente de sentido W-E, originando um conjunto de restingas e ilhotas separadas por braços de mar.
A Costa de Faro tem uma configuração diferente da Costa de Aveiro, mas em ambas as regiões foram favorecidas por factores como as reentrâncias costeiras, as correntes marítimas, as águas pouco profundas e uma costa alta, próxima. A costa de arriba tacada pela erosão forneceu grandes quantidades de detritos que as correntes e os ventos as marés foram transportando e depositaram nas águas baixas e abrigadas.
 
Fig 12 Lido de Faro
 
Plataforma Continental
 
Plataformas Continentais são superfícies pouco inclinadas que prolongam o continente sob o oceano e cuja profundidade não ultrapassa os 200 metros.
A extensão da plataforma varia entre alguns quilómetros e mais de mil e fornece cerca de 70% do total das pescas marinhas mundiais.
As plataformas continentais são, no oceano, as áreas mais sujeitas à exploração, o que faz com que devam ser bem conhecidas e bem geridas.
 
A Plataforma continental Portuguesa só em alguns locais ultrapassa os 70 Km de extensão: para Norte da Nazaré apresenta-se quase sempre paralela à linha de costa e com uma extensão variável entre os 35 Km na foz do rio Minho e mais de 60 Km no cabo Mondego; entre a Nazaré e o rio Sado forma um promontório limitado a Norte pelo canhão da Nazaré e a Sul pelos canhões do Tejo e do Sado atingindo neste promontório a extensão máxima de cerca de 70 Km.
 
Ao longo das costas do Alentejo e do Algarve a plataforma apresenta um paralelismo com a linha de costa , estreitando para cerca de 20 Km e atingindo apenas 8 Km ao largo de Santa Maria.
A plataforma continental é relativamente estreita ao longo do litoral de Portugal Continental e é quase inexistente nas Regiões Autónomas devido á origem vulcânica.
 
A grande riqueza piscatória das plataformas continentais resulta:
  • da pouca profundidade das águas, permitindo uma melhor penetração da luz, indispensável ao desenvolvimento do fitoplâncton ,
  • da grande agitação das águas, o que as torna ricas em oxigénio;
  • da afluência das águas dos continentes sobretudo dos rios, as quais transportam grandes quantidades de matéria orgânica e inorgânica;
  • da menor salinidade , devido à agitação das águas e de receberem águas continentais.
 
Correntes Marítimas
 
As correntes marítimas deslocam grandes quantidades de energia que influenciam os litorais dos continentes, quanto à precipitação, à temperação e até à quantidade de pescado.
As grandes correntes apresentam várias ramificações, quentes ou frias, conforme a latitude a que se formam.
A costa portuguesa é influenciada por uma ramificação da corrente do Golfo (deriva Norte-Sul) – corrente portuguesa.
A sudoeste do território encontramos a corrente fria das Canárias que favorece a existência de pescado.
 
·     O upwelling é o fenómeno que resulta do facto dos ventos (nortada – vento marítimo frequente na costa ocidental portuguesa que sopra do quadrante norte, especialmente no Verão) afastam as águas costeiras para o largo originando correntes ascendentes de compensação, substituindo as que foram afastadas pelo vento, que trazem águas profundas mais frias e agitadas. Este fenómeno faz também ascender à superfície grandes quantidades de nutrientes atraindo assim os cardumes.

Potencialidades do litoral
Linha de costa
Plataforma continental
Correntes marítimas
-      Costa de arriba
-      Costa de praia
-      Acção do mar sobre a linha de costa
-      Recuo das arribas
-      Acidentes do litoral
Maior quantidade e diversidade da fauna marinha
Em Portugal
Relativamente estreito no Continente
Quase inexistente nas Regiões Antónomas
Condições favoráveis à existência de pescado
Em Portugal
Correntes de Portugal
Fenómeno de upwelling de Verão
Corrente fria das canárias
Influencia a actividade piscatória
Influência na localização dos principais portos marítimos

 

 

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publicado às 10:55



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